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	<title>Exercícios Críticos</title>
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	<description>de um Acadêmico do Curso de Artes Visuais - por Airton Jordani</description>
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		<title>Exercícios Críticos</title>
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		<title>A Maldição de Debord</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Jun 2009 22:25:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>airtonjordani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Teoria]]></category>
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		<description><![CDATA[Apesar de termos feito tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais.1 Não sei o que é mais perturbador quando releio &#8220;Sociedade do Espetáculo&#8221;, de Guy Debord: se a assustadora capacidade de descrever com perfeição o presente em que vivemos ou o curioso fato de que este texto foi escrito [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=exercicioscriticos.wordpress.com&amp;blog=8440177&amp;post=21&amp;subd=exercicioscriticos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><em>Apesar de termos feito tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais.<sup>1</sup></em></p></blockquote>
<p>Não sei o que é mais perturbador quando releio &#8220;Sociedade do Espetáculo&#8221;, de Guy Debord: se a assustadora capacidade de descrever com perfeição o presente em que vivemos ou o curioso fato de que este texto foi escrito há mais de 40 anos. Debord foi um pensador francês e seus textos foram a base das manifestações do Maio de 68 &#8211; evento que começou com uma greve geral, na França e, que rapidamente, adquiriu proporções revolucionárias. o Maio de 68 não se restringiu a uma camada específica da população, como trabalhadores ou minorias, mas a uma insurreição popular que superou barreiras étnicas, culturais, de idade e de classe. A &#8220;Sociedade do Espetáculo&#8221; foi seu escrito mais célebre. A tese central deste livro é uma crítica teórica à realidade daquela época, versando sobre consumo, sociedade e capitalismo. No entanto, as afirmações de Guy Debord parecem mais atuais do que nunca, não apenas para a sociedade francesa, mas para a maioria das sociedades e culturas ocidentais.</p>
<p>Vivemos o tempo do imediatismo, do efêmero, do descartável. Aliás, o tempo parece ser a única coisa que realmente se transforma: a cada dia que passa, parece andar mais rápido, com mais pressa. Tudo acontece de forma mais instantânea, apressada. A expressão &#8220;em tempo real&#8221;<sup>2</sup> ganha cada vez mais força em nossa cultura. As notícias, por exemplo, podem ser acompanhadas na medida em que ocorrem. A informação envelhece rápido, é necessário que se transmita ao vivo, no exato momento em que ocorrem, sob pena de que se perca o interesse no fato. A internet, esta criação híbrida da humanidade, absorveu (como uma espécie de buraco negro) praticamente todas as áreas do conhecimento e transformou em realidade a Biblioteca de Babel de Borges<sup>3</sup>, configurando-se como o maior repositório de informações de todo o mundo<sup>4</sup>. E é essa mesma internet, o maior símbolo de nossa sociedade imediatista, desta nova velocidade do tempo. É de assombar, ainda, o fato de que esta biblioteca, como hoje conhecemos &#8211; a chamada World Wide Web &#8211; tem pouco mais de 15 anos<sup>5</sup>.</p>
<p>Então, com todo este avanço tecnológico, como poderia um documento escrito há quatro décadas ser tão atual e preciso ao descrever nossa sociedade presente?</p>
<p>Com o domínio mundial da cultura americana, após a segunda guerra mundial, as sociedades ocidentais passaram, cada vez mais, a querer &#8220;ter&#8221; em detrimento de &#8220;ser&#8221;. Nesta nova ordem mundial de se instaurou depois da década de 1950, somos, de fato, aquilo que possuímos. Guy Debord acerta em cheio ao apontar o quanto tornou-se fundamental, para nossa existência, representar. A cultura humana tornou-se então, a cultura da aparência. Quem se dispõe a comprar, a peso de ouro, um ingresso para uma apresentação circense<sup>6</sup> de gosto duvidoso, com 8 meses de antecedência não tem como maior objetivo assistir à esta apresentação. O que se quer, em verdade, é adquirir o status que ter este ingresso possibilita. Serão 2/3 de ano de garantia de reconhecimento, perante seus pares, de sua pseudo-intelectualidade e elevado nível cultural. E são essas mesmas pessoas que torcem o nariz para arte contemporânea, mas adoram estar presentes às mais badaladas vernissages (de costas para as obras e, entre um canapé e outro, comentando frivolidades com pessoas famosas presentes ao local, é claro).</p>
<p>Por mais irônico que seja, é do berço desta sociedade de consumo que surgem os questionamentos mais bem-humorados dela mesma. Os americanos fazem troça de si mesmo, representados por uma típica família estadunidense consumista e ignorante, protagonistas de um seriado exibido pelos quatro cantos do mundo<sup>7</sup>. E assim, gozando de si mesmo, vendem para o resto do mundo e banalizam a sua própria autocrítica, transformando-a em mais um de seus produtos de consumo.</p>
<p>E a arte, onde entra nisso tudo? Ela cai como uma luva, é claro. Em um meio onde &#8220;ser amigo de&#8221; ou &#8220;conhecer fulano e sicrano&#8221; é, efetivamente, mais importante do que a qualidade ou a proposta de trabalho do artista, &#8220;ser&#8221; não vale absolutamente nada pois o importante é, de fato, &#8220;ter&#8221;. Quem compra uma obra de arte não o faz com o intuito da contemplação, mas por saber que possuir obras de arte que tenham sido feitas por artistas reconhecidos está adquirindo o status. Como citou Monica Zielinsky em uma das suas aulas<sup>8</sup>: &#8220;quanto mais subversivo, mais subvencionado pelo sistema será&#8221;. Foi justamente este o caso da Bienal B<sup>9</sup>, em 2007. Afirmo porque fui um dos membros que concebeu o conceito de uma exposição bienal paralela à Bienal do Mercosul, que oportunizasse uma participação democrática e independente de artistas locais. O que se viu, a seguir, foi um imenso apoio por parte do comércio local, na figura de um grande shopping, da mídia e da própria Bienal do Mercosul, que tratou de absorver a Bienal B em sua programação. Essa absorção ficou muito clara no momento em que a Fundação Bienal do Mercosul patrocinou um material impresso distribuído ao público: nele havia um mapa das exposições (já não mais) paralelas pela cidade de Porto Alegre.</p>
<p>Assim, vivemos no que os mais pessimistas (ou realistas, tudo depende do ponto de vista do observador) poderiam chamar de &#8220;maldição de Debord&#8221;: ainda que rodeados por uma explosão de novas tecnologias e ludibriados por um tempo que parece andar cada vez mais rápido em direção ao futuro, seguimos, na verdade, presos à esta sociedade de consumo do pós-guerra, iludidos pelo &#8220;ter&#8221;, ignorantemente afastados do &#8220;ser&#8221;. Cada vez mais.</p>
<p>=======</p>
<p><em><sup>1 </sup>Trecho da canção &#8220;Como nossos pais&#8221;, de 1976, de autoria de Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes, o Belchior.</em></p>
<p><em><sup>2</sup> Uma das formas mais corriqueiras de acompanhar fatos em tempo real é a transmissão via Streaming, que é uma forma de distribuir informação multimídia numa rede através de pacotes. Ela é frequentemente utilizada para distribuir conteúdo multimídia através da Internet. http://pt.wikipedia.org/wiki/Streaming</em></p>
<p><em><sup>3</sup> A Biblioteca de Babel (no original, La biblioteca de Babel) é um conto de Jorge Luis Borges, inserido no livro Ficciones (Ficções, em português), de 1944. Este conto, essencialmente metafísico, fala de uma realidade em que o mundo é constituído por uma biblioteca infindável, abrigando uma infinidade de livros. O narrador, um dos muitos bibliotecários, supõe que os volumes da biblioteca contêm todas as possibilidades da realidade. http://pt.wikipedia.org/wiki/Biblioteca_de_babel</em></p>
<p><em><sup>4</sup> A Internet é um conglomerado de redes em escala mundial de milhões de computadores interligados pelo Protocolo de Internet que permite o acesso a informações e todo tipo de transferência de dados. A Internet é a principal das novas tecnologias de informação e comunicação (NTICs). [...]Em 1993 o navegador Mosaic 1.0 foi lançado, e no final de 1994 já havia interesse público na Internet. Em 1996 a palavra Internet já era de uso comum, principalmente nos países desenvolvidos, referindo-se na maioria das vezes a WWW. http://pt.wikipedia.org/wiki/Internet</em></p>
<p><em><sup>5</sup> Ao contrário do que normalmente se pensa, Internet não é sinônimo de World Wide Web. Esta é parte daquela, sendo a World Wide Web, que utiliza hipermídia na formação básica, um dos muitos serviços oferecidos na Internet. De acordo com dados de março de 2007, a Internet é usada por 16,9% da população mundial (em torno de 1,1 bilhão de pessoas) http://pt.wikipedia.org/wiki/Internet</em></p>
<p><em><sup>6</sup> Conforme anunciado na página oficial do Cirque du Soleil. http://www.cirquedusoleil.com/mail/en/EmailClub/Quidam_Rio_Presale_PT.htm</em></p>
<p><em><sup>7</sup> The Simpsons é uma série de desenhos animados para a televisão que retrata o dia-a-dia de uma família americana. Criado pelo cartunista Matt Groening para a emissora FOX, foi exibido pela primeira vez em 1989. Através dos protagonistas Homer, Marge, Bart, Lisa e Maggie, o programa faz críticas ao comportamento humano, à sociedade e ao modo de vida americano. http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Simpsons</em></p>
<p><em><sup>8</sup> Aula da disciplina de Teoria e Crítica da Arte, ministrada no Instituto de Artes, no dia 19 de maio de 2009. Registrado em anotações de aula.</em></p>
<p><em><sup>9</sup> A Bienal B é caracterizada pelo fato de ser independente e centralizada no que chama de Espaço Convergente, localizado no Moinhos Shopping. Prevê a construção e manutenção de site que servirá de outro ponto convergente de informação e comunicação entre os artistas, agentes de arte e público, e que fornecerá formulários, currículos dos artistas selecionados, mapas, fotos e vídeos, textos críticos, links e fórum de arte de instituições educativas e de mercado. http://www.bienalb.org/2009/</em></p>
<p style="text-align:center;">=============</p>
<p><em>Artigo criado para a disciplina de Teoria e Crítica, ministrada pela Profa. Mônica Zielinsky, no primeiro semestre de 2009.</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/exercicioscriticos.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/exercicioscriticos.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/exercicioscriticos.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/exercicioscriticos.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/exercicioscriticos.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/exercicioscriticos.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/exercicioscriticos.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/exercicioscriticos.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/exercicioscriticos.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/exercicioscriticos.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/exercicioscriticos.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/exercicioscriticos.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/exercicioscriticos.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/exercicioscriticos.wordpress.com/21/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=exercicioscriticos.wordpress.com&amp;blog=8440177&amp;post=21&amp;subd=exercicioscriticos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Um palco para duas artes, uma crítica para lamentar.</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Jun 2009 22:20:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>airtonjordani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Metacrítica]]></category>
		<category><![CDATA[Artes Dramáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro São Pedro]]></category>
		<category><![CDATA[Zero Hora]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Um palco para duas artes&#8221; é o título de uma matéria publicada no jornal Zero Hora, no dia 26 de maio de 2009. Aparentemente, seu objetivo principal é o de fazer a crítica de uma peça de teatro chamada &#8220;MarLeni&#8221; que, na época, estava em cartaz no Theatro São Pedro. O primeiro problema deste texto [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=exercicioscriticos.wordpress.com&amp;blog=8440177&amp;post=19&amp;subd=exercicioscriticos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Um palco para duas artes&#8221; é o título de uma matéria publicada no jornal Zero Hora, no dia 26 de maio de 2009. Aparentemente, seu objetivo principal é o de fazer a crítica de uma peça de teatro chamada &#8220;MarLeni&#8221; que, na época, estava em cartaz no Theatro São Pedro. O primeiro problema deste texto já se revela em seu primeiro parágrafo: não há uma descrição isenta de opinião nem mesmo onde deveria haver uma simples descrição da peça. Assim, o leitor, já de início, se vê obrigado a aceitar a opinião do autor como embasamento até mesmo para se situar a respeito de temas básicos como do que a peça trata, por exemplo.</p>
<p>Na verdade, o que se vê em todo o texto de Renato Mendonça é um &#8220;comentar&#8221;, de forma totalmente opinativa &#8211; com alternâncias entre uma pseudo descrição formal e &#8220;achismos&#8221; nada embasados. Renato descreve a si próprio, em seu website pessoal, da seguinte forma: &#8220;sou jornalista, e trabalho na Zero Hora de Porto Alegre há quase dez anos. No momento, sou editor de Teatro e de Música do Segundo Caderno. Me graduei na Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (Fabico) da UFRGS, em 1988. Acredito na missão social do jornalista e não chamo ninguém de coleguinha ou teatreiro.&#8221;.</p>
<p>Vê-se que, apesar de opinar convictamente sobre teatro &#8211; talvez por sua condição de editor de Teatro e Música de um caderno de jornal, na verdade, não tem nenhuma formação voltada ao teatro, quem dirá à crítica. E isto percebe-se facilmente em frases como &#8220;a saída talvez seja&#8221;, &#8220;impuseram seu talento&#8221; e &#8220;Araci poderia matizar mais o tom de voz&#8221;.</p>
<p>Em resumo, o que se tem é um arremedo de texto crítico, daquele tipo que seu autor acredita que basta juntar um pouco de implicância e o rabugice sobre um pedaço de papel e <em>voilà!</em> fez-se a crítica de arte. Em meu caso, prefiro acreditar em algo um pouco mais fundamentado. O que não, definitivamente, não é o caso.</p>
<p style="text-align:center;">=============</p>
<p style="text-align:center;"><em>Metacrítica criada para a disciplina de Teoria e Crítica, ministrada pela Profa. Mônica Zielinsky, no primeiro semestre de 2009, referente à crítica publicada no jornal Zero Hora, no dia 26 de maio de 2009, de autoria de Renato Mendonça.<br />
</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/exercicioscriticos.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/exercicioscriticos.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/exercicioscriticos.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/exercicioscriticos.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/exercicioscriticos.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/exercicioscriticos.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/exercicioscriticos.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/exercicioscriticos.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/exercicioscriticos.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/exercicioscriticos.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/exercicioscriticos.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/exercicioscriticos.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/exercicioscriticos.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/exercicioscriticos.wordpress.com/19/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=exercicioscriticos.wordpress.com&amp;blog=8440177&amp;post=19&amp;subd=exercicioscriticos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Paisagens, Interiores (Escrito de Artista)</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Apr 2009 22:12:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>airtonjordani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escrito de Artista]]></category>
		<category><![CDATA[Espaço]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Alegre]]></category>
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		<description><![CDATA[Mais do que uma exposição de bons artistas contemporâneos de nossa cidade, a exposição celebra uma vitória dos artistas sobre o sistema das artes. Pela primeira vez o Instituto Moreira Salles de Porto Alegre apresenta uma mostra concebida em Porto Alegre, para o público local. Acostumado a exposições no formato semelhante a uma franquia (que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=exercicioscriticos.wordpress.com&amp;blog=8440177&amp;post=16&amp;subd=exercicioscriticos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais do que uma exposição de bons artistas contemporâneos de nossa cidade, a exposição celebra uma vitória dos artistas sobre o sistema das artes. Pela primeira vez o Instituto Moreira Salles de Porto Alegre apresenta uma mostra concebida em Porto Alegre, para o público local.</p>
<p>Acostumado a exposições no formato semelhante a uma franquia (que vem prontas da matriz e simplesmente “visitam” a cidade), desta vez o público porto-alegrense pode conferir esta apropriação deste espaço por artistas locais. Assim é a exposição “Paisagens, Interiores”, que apresenta desenhos de Eduardo Haesbaert, Fabio Zimbres e Gelson Radaelli.</p>
<p>Embora a exposição seja ótima como um todo (seja pela novidade com a qual começo este texto, seja pelas excelentes obras dos artistas), me sinto fortemente atraído pela obra de Haesbaert, que representa o espaço dentro dos limites da obra. Usando enquadramentos e vistas com forte influência fotográfica, apresenta uma linguagem sintética que, é mais freqüente em trabalhos de gravura. Talvez aí esteja o real motivo da preferência: a semelhança com a linguagem do trabalho que tenho desenvolvido em xilogravura. O uso de massas compactadas de cor preta (no meu caso, vermelhas) em contraste com o branco do papel. Uma linguagem direta e sem muitos rodeios onde, salvo raras exceções, a obra se baseia justamente na contraposição do cheio com o vazio.</p>
<p>“Paisagens, Interiores” ainda nos traz Zimbros e seus planos sobrepostos (que apresentam elementos do cotidiano representados de forma bem menos sintética) e Radaelli com seu trabalho predominantemente gestual (em uma clara relação com o abstrato em detrimento da figuração).</p>
<p>A exposição nos traz, de forma sintética mas com muita propriedade, uma pequena mostra do universo particular de cada um destes artistas. Pontos para a arte gaúcha.</p>
<p style="text-align:center;">=============</p>
<p style="text-align:center;"><em>Escrito de Artista criado para a disciplina de Teoria e Crítica, ministrada pela Profa. Mônica Zielinsky, no primeiro semestre de 2009.</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/exercicioscriticos.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/exercicioscriticos.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/exercicioscriticos.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/exercicioscriticos.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/exercicioscriticos.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/exercicioscriticos.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/exercicioscriticos.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/exercicioscriticos.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/exercicioscriticos.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/exercicioscriticos.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/exercicioscriticos.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/exercicioscriticos.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/exercicioscriticos.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/exercicioscriticos.wordpress.com/16/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=exercicioscriticos.wordpress.com&amp;blog=8440177&amp;post=16&amp;subd=exercicioscriticos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Paisagens, Interiores</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Mar 2009 20:55:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>airtonjordani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Espaço]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Alegre]]></category>
		<category><![CDATA[Tempo]]></category>

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		<description><![CDATA[Um encontro entre amigos para uma cordial conversa sobre impressões pessoais a respeito do tempo e do espaço. Assim poderíamos descrever, em poucas palavras, a essência da exposição “Paisagens, Interiores”, no Instituto Moreira Salles de Porto Alegre. Os desenhos de Eduardo Haesbaert, Fabio Zimbres e Gelson Radaelli trazem um inevitável diálogo entre si. A relação [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=exercicioscriticos.wordpress.com&amp;blog=8440177&amp;post=9&amp;subd=exercicioscriticos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um encontro entre amigos para uma cordial conversa sobre impressões pessoais a respeito do tempo e do espaço. Assim poderíamos descrever, em poucas palavras, a essência da exposição “Paisagens, Interiores”, no Instituto Moreira Salles de Porto Alegre.</p>
<p>Os desenhos de Eduardo Haesbaert, Fabio Zimbres e Gelson Radaelli trazem um inevitável diálogo entre si. A relação entre os trabalhos transcende o formal e vai muito além da opção de todos pela representação monocromática: fica claro ao visitante a proposta dos artistas em trazer, na forma de diálogo, impressões muito particulares sobre o tempo e o espaço. O figurativo e o gestual se complementam em uma sucessão de imagens enigmáticas e subjetivas. Contemporâneos e amigos, os artistas apresentam, coletivamente, o fruto de seus trabalhos individuais.</p>
<p>Haesbaert representa o espaço dentro dos limites da obra. Usa enquadramentos e vistas com forte influência fotográfica, ainda que sua linguagem sintética seja mais freqüente em trabalhos de gravura.</p>
<p>Zimbres nos traz planos sobrepostos que apresentam elementos do cotidiano representados de forma bem menos sintética, ainda que esteja distante de poder ser enquadrado como figurativo. Não raramente, o artista introduz em seus desenhos elementos inusitados, causando estranhamento e despertando a reflexão do expectador.</p>
<p>Radaelli, por sua vez, baseia-se fortemente em seu gestual, mantendo uma clara relação com o abstrato em detrimento da figuração. Seus desenhos podem levar o expectador a buscar uma relação seqüencial, ou até mesmo narrativa entre as obras, em função de uma aparente repetição de elementos.</p>
<p>Se, por um lado, o diálogo é inevitável, por outro, a discussão não se faz presente. O trabalho de cada um dos três artistas atua como complemento a um diálogo maior. Convivem harmonicamente entre si na galeria, como partes que se encaixam de um todo, que é a relação entre desenho e espaço trazida pelas paisagens subjetivas dos universos particulares de cada um destes artistas. A contestação ou debate, se houver, fica por conta do visitante.</p>
<p style="text-align:center;">=============</p>
<p style="text-align:center;"><em>Texto criado para a disciplina de Teoria e Crítica, ministrada pela Profa. Mônica Zielinsky, no primeiro semestre de 2009.</em></p>
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		<title>O burro com o pincel na cauda versus o burro com uma pena na mão</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Oct 2006 20:47:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>airtonjordani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Metacrítica]]></category>
		<category><![CDATA[Anita Malfatti]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Monteiro Lobato]]></category>
		<category><![CDATA[Vanguarda]]></category>

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		<description><![CDATA[Pois sem muita surpresa, mas com alguma decepção, eis que ao abrir a edição de ontem (20 de dezembro) d’O Estado de S. Paulo &#8211; mais precisamente em seu suplemento “O Estadinho” &#8211; deparei-me com artigo denominado &#8220;Paranóia ou mistificação? A Propósito da Exposição Malfatti&#8221;, de autoria do escritor-jornalista Monteiro Lobato. Tal artigo, como seu [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=exercicioscriticos.wordpress.com&amp;blog=8440177&amp;post=3&amp;subd=exercicioscriticos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pois sem muita surpresa, mas com alguma decepção, eis que ao abrir a edição de ontem (20 de dezembro) d’O Estado de S. Paulo &#8211; mais precisamente em seu suplemento “O Estadinho” &#8211; deparei-me com artigo denominado &#8220;Paranóia ou mistificação? A Propósito da Exposição Malfatti&#8221;, de autoria do escritor-jornalista Monteiro Lobato.</p>
<p>Tal artigo, como seu título sugere, pressupõe uma análise crítica sobre a exposição de Anita Malfatti, jovem pintora vanguardista brasileira. O que se vê, no entanto, é uma análise hidrófoba, primária, superficial e amargurada de alguém que, claramente, sente-se ameaçado pelo novo, pelo futuro.</p>
<p>Monteiro Lobato, ainda que respeitado como escritor-jornalista e crítico de arte, há alguns anos atrás &#8211; 1909, para ser mais preciso &#8211; escreveu a Godofredo Rangel que “(&#8230;) no fundo não sou literato, sou pintor. Nasci pintor, mas como nunca peguei nos pincéis a sério, arranjei, sem nenhuma premeditação, este derivativo de literatura, e nada mais tenho feito senão pintar com palavras”. Claramente um pintor frustrado, Lobato nos brinda com quadros e desenhos de qualidade pictórica duvidosa e de temática previsível e desprovida de qualquer originalidade artística. Talvez, consciente de sua limitação criativa, sinta-se enciumado do trabalho de Anita, que transborda justamente estas qualidades tão faltantes à sua pintura.</p>
<p>Não sei ao certo se é o medo do novo ou o ciúme da capacidade criativa de Anita (quem sabe a soma de ambos, ou ainda outros fatores alheios ao conhecimento deste que vos escreve) que fez da pena de Monteiro tão afiada faca.</p>
<p>Escondido por detrás de um conceito de “arte pura”, Lobato grosseiramente abre seu artigo dividindo os artistas em dois grupos genéricos: os que guardam os “eternos ritmos da vida” e adotam os “processos clássicos dos grandes mestres”; e os demais, que “vêem anormalmente a natureza, (&#8230;) sob a sugestão estrábica de escolas rebeldes”. Ao citar nomes de artistas consagrados, tenta demonstrar um conhecimento sobre a história da arte que possivelmente não detém em sua plenitude. Recorre a grandes mestres do passado para por em dúvida a legitimidade, como expressão artística, do trabalho de Anita. Contraditório, certamente o escritor não se lembra que em outra carta a Godofredo Rangel (datada de 1904) sentenciou: “Nada de imitar seja lá quem for. (&#8230;) Temos de ser nós mesmos (&#8230;) Ser núcleo de cometa, não cauda. Puxar fila, não seguir.”.</p>
<p>Talvez não lembre, também, que muitos dos grandes mestres da arte foram, em seu tempo, igualmente chamados de rebeldes, efêmeros e descabidos. A arte é muito mais do que a representação literal da vida, da natureza. Se assim fosse, aquele instrumento desenvolvido por Jacques Daguerre nas primeiras décadas do século passado, hoje chamado de máquina de fotografia, seria o mais perfeito artista a pintar quadros! Seu instantâneo é capaz de capturar a realidade fielmente, sem distorções de proporção, forma, equilíbrio e, recentemente, até mesmo da cor (desde <a title="1907" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1907">1907</a>, com o surgimento do Autochrome Lumière, dispomos de retratos em cores fidedigníssimas).</p>
<p>Arte, ao contrário do que Monteiro Lobato prega, é sim a interpretação pessoal, o olhar e a impressão do artista sobre a vida e a natureza ao seu redor: se a própria vida e a natureza estão em eterno movimento, como poderia a arte ser regida por “princípios imutáveis”?</p>
<p>Não me parece justo, nem sequer equilibrado, comparar os trabalhos vanguardistas de Anita Malfatti à pintura feita com o movimento de um rabo de burro. Sendo uma pessoa tão conservadora dos princípios tradicionais, me causa estranheza esta indesculpável falta de delicadeza de Lobato.</p>
<p>Ao se manifestar como um amigo sincero, que admira o talento de Anita, o ilustre escritor-jornalista soa-me cínico, dissimulado e covarde. “Os homens têm o vezo de não tomar a sério as mulheres”, escreve em tom professoral. O que não sabe Monteiro Lobato é que o mundo a sua volta está mudando. E de forma cada vez mais rápida e surpreendente. As mulheres e a sociedade a nossa volta já não são mais aquelas de tempos imperiais: aqueles que não se adaptarem as mudanças e permanecerem agarrados ao passado correm o risco de serem enterrados junto com ele.</p>
<p>Anita é uma pintora atual, conhecedora das novas tendências européias e que corajosamente expõe seus quadros empolgantes e inovadores de peito aberto, buscando uma identidade própria para a arte de nosso país. Lobato (com sua característica sede de nacionalismo) deveria ser o primeiro a valorizar este movimento que me parece começar a ganhar corpo. Desta forma, tenho a mais absoluta certeza de que nossos descendentes, em não mais do que um punhado de décadas, ao estudarem a arte nacional, sentirão um enorme orgulho tanto das pinturas de Anita Malfatti, quanto das obras literárias de Monteiro Lobato.</p>
<p>Mas foi preciso escrever todo este desabafo para identificar o real motivo de tamanho ciúme do escritor-jornalista e pintor frustrado: ainda que por vezes Lobato porte-se como o mamífero perissodátilo que usa a cauda como pincel, seu semelhante francês ainda assim é muito melhor e mais famoso pintor do que ele.</p>
<p align="right">
<p align="right">São Paulo, 21 de dezembro de 1917.</p>
<p style="text-align:center;">==========</p>
<p style="text-align:center;"><em>Texto escrito para a Disciplina de História da Arte no Brasil 2, ministrada pela professora Daniela Kern, no segundo semestre de 2006. A idéia principal deste texto era propor uma resposta à crítica feita à exposição                            de Anita Malfatti por Monteiro Lobato, publicada                            em dezembro de 1917, em O Estado de São Paulo,                            intitulada &#8220;</em>Paranóia ou mistificação? A Propósito da Exposição Malfatti<em>&#8220;, uma vez que, na época, nenhuma defesa mais contundente foi escrita em favor de Anita e sua exposição.</em> A íntegra do texto de Monteiro Lobato pode ser lida <a href="http://www.pitoresco.com.br/brasil/anita/lobato.htm" target="_blank">aqui</a>.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/exercicioscriticos.wordpress.com/3/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/exercicioscriticos.wordpress.com/3/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/exercicioscriticos.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/exercicioscriticos.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/exercicioscriticos.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/exercicioscriticos.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/exercicioscriticos.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/exercicioscriticos.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/exercicioscriticos.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/exercicioscriticos.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/exercicioscriticos.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/exercicioscriticos.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/exercicioscriticos.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/exercicioscriticos.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/exercicioscriticos.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/exercicioscriticos.wordpress.com/3/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=exercicioscriticos.wordpress.com&amp;blog=8440177&amp;post=3&amp;subd=exercicioscriticos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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